Alerta da Defesa Civil no celular: como receber por SMS e WhatsApp
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Com a Black Friday em 27/11 e novas regras contra SMS falso, o golpe do entregador volta. Veja como conferir a entrega, a taxa cobrada e o que fazer no portão.
A Black Friday de 2026 acontece em 27 de novembro e, com ela, cresce o volume de entregas nas casas e portarias do país. É o período preferido do golpe do falso entregador, em que alguém aparece no portão com um pacote ou uma mensagem de “entrega pendente” e cobra uma taxa que não existe. Em 4 de novembro de 2026, o governo publicou regras contra SMS fraudulentos, mas elas só começam a valer em até 90 dias, depois da data de compras.
A combinação mais comum, segundo os alertas reunidos pela Gazeta do Povo para a Black Friday, envolve links recebidos por mensagem e pagamentos feitos fora do canal da loja. Na porta de casa, o golpe ganha uma versão presencial.

Há duas variações principais, e as duas exploram a pressa de quem está esperando uma compra.
Nas duas versões, o pacote pode estar vazio ou nem existir. O objetivo é o pagamento ou os dados do cartão.
| Entrega verdadeira | Sinal de golpe |
|---|---|
| O pedido aparece no app da loja com código de rastreio | Você não reconhece a compra ou o remetente |
| O frete já foi pago no pedido | Cobrança de taxa, seguro ou diferença de frete na porta |
| O entregador pede só nome ou documento de quem recebe | Pedido de cartão, senha ou código recebido por SMS |
| Imposto de importação quitado antes, pelo site oficial | Imposto cobrado em dinheiro ou maquininha no portão |
As novas regras do governo obrigam as operadoras a bloquear SMS de códigos curtos sem cadastro e exigem que as empresas de envio identifiquem quem contrata os disparos, de acordo com o Olhar Digital. Até que o prazo de adaptação termine, porém, a mensagem falsa ainda chega normalmente.
Uma rotina simples, combinada com quem mora com você e com a portaria do prédio, fecha quase todas as brechas.
Boletos e QR codes entregues em papel seguem a mesma lógica. Mostramos como conferir um código antes de pagar no texto sobre o boleto com QR Code falso.
Em condomínios, o porteiro costuma ser o primeiro alvo. O golpista diz que o morador autorizou o pagamento e pede que o funcionário passe o cartão do condomínio ou adiante o valor em dinheiro. Deixe registrado no livro ou no aplicativo da portaria que nenhuma entrega sua exige pagamento.
Ajudam a registrar o rosto e a placa do veículo, o que facilita o boletim de ocorrência. Se tiver campainha com câmera, atenda pelo celular sem abrir o portão até confirmar o pedido no app da loja.
O engano mais caro é aguardar para ver se o pacote “aparece”. Se você passou o cartão, ligue para o banco no mesmo instante, peça o bloqueio e conteste a cobrança. Se pagou por Pix, solicite ao banco a abertura do Mecanismo Especial de Devolução. Depois, registre boletim de ocorrência e avise a portaria e os vizinhos, porque quem aplica o golpe costuma voltar ao mesmo endereço ou ao mesmo condomínio na semana seguinte.
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