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Decoração e ambientes

Como criar um ambiente adequado para fazer terapia online em casa?

Conheça os cuidados com privacidade, iluminação, conforto e organização para aproveitar melhor as sessões de psicoterapia em casa.

Publicado em 6 min de leitura
Mulher em videochamada no home office
Nesta pauta8 tópicos
  1. “Fico falando baixo e não consigo me soltar”
  2. “O psicólogo pede para eu repetir o que falei”
  3. “Termino a sessão com dor nas costas ou no pescoço”
  4. “Meu rosto aparece escuro ou estourado”
  5. “Fico distraído com tudo à minha volta”
  6. “Depois da sessão volto direto para a rotina e fico mal”
  7. Quitinete, sessão sem câmera e família inteira usando
  8. Antes da próxima sessão, evite isto

O engano mais frequente é achar que o “ambiente adequado” é uma questão de estética: estante bonita atrás, planta no canto, luz de influenciador. O psicólogo não está avaliando a sua decoração. O que atrapalha a sessão são problemas bem mais prosaicos, como a porta que não fecha direito, o eco do quarto vazio, a cadeira que dá dor nas costas aos 30 minutos e o medo de que alguém esteja ouvindo do outro lado da parede.

Em vez de uma lista de itens para comprar, o caminho mais útil é olhar para o que está dando errado na sua sessão e achar a causa dentro de casa. A maioria se resolve com o que você já tem. Para se localizar rápido:

O que você sente na sessão Onde costuma estar o problema Custo do conserto
Vergonha de falar alto Porta, parede, cômodo escolhido Quase zero
Voz embolada para o profissional Eco e microfone distante Baixo (tecido, fone)
Dor ao fim da conversa Altura da tela e cadeira Quase zero
Imagem escura Posição em relação à janela Zero
Cabeça longe dali Bagunça e celular à vista Zero
Mal-estar depois Falta de pausa após a sessão Zero

 

“Fico falando baixo e não consigo me soltar”

Na maioria das vezes, a causa é falta de privacidade acústica: você não tem certeza de que ninguém escuta, então se autocensura. Algumas medidas resolvem sem obra:

  • Escolha o cômodo mais longe da sala e da cozinha, não necessariamente o mais bonito.
  • Um rolo de espuma ou uma toalha na fresta de baixo da porta reduz bastante a passagem de som.
  • Ligue um ventilador ou um aparelho de ruído branco do lado de fora do quarto. O som mascara a voz para quem está no corredor.
  • Combine com a família um sinal claro (porta fechada com um bilhete, por exemplo) e um horário fixo.

Um teste simples ajuda: peça para alguém da casa ficar no cômodo ao lado enquanto você lê um texto em voz normal. Se a pessoa entende as palavras, ajuste antes da próxima sessão. Se só ouve um murmúrio, já está bom.

Se mesmo assim a sensação de exposição continuar, vale conversar sobre isso com o profissional. A terapia online no conforto de casa só funciona quando a casa deixa de ser plateia. É essa a aposta de serviços como a Vital Fami, que levam psicólogo e psiquiatra até o paciente sem que ele precise sair de casa.

Poltrona rústica com almofada estampada em canto de sala
Uma poltrona confortável num canto afastado vale mais que um cenário bonito. Foto: Pexels

 

“O psicólogo pede para eu repetir o que falei”

  • Causa provável: eco ou microfone longe da boca. Quartos com pouca coisa (piso frio, parede lisa, sem cortina) reverberam a voz e a deixam embolada.
  • O que resolve: tecido absorve som. Cortina fechada, tapete no chão, almofadas no sofá, até um cobertor jogado na cama já melhoram muito. Use fone com microfone próximo da boca em vez do microfone do notebook. Teste antes gravando um áudio de 20 segundos no celular, naquele lugar, e ouvindo.

 

“Termino a sessão com dor nas costas ou no pescoço”

  • Causa provável: o notebook está baixo demais, na mesa de jantar, e você passa 50 minutos curvado. Ou está na cama, sem apoio para a lombar.
  • O que resolve: eleve a tela até a altura dos olhos (pilha de livros funciona), sente com os pés apoiados no chão e as costas no encosto. Se preferir o sofá, coloque uma almofada atrás da lombar. A cama parece aconchegante, mas mistura o espaço de descanso com o de trabalho emocional, e muita gente relata dificuldade para dormir depois de sessões intensas no mesmo lugar.
Sala com sofá cinza, luminária e planta
Luz lateral suave e encosto firme deixam a sessão mais confortável. Foto: Pexels

 

“Meu rosto aparece escuro ou estourado”

  • Causa provável: janela atrás de você (contraluz) ou lâmpada fria no teto, bem em cima da cabeça.
  • O que resolve: vire-se para a janela, de modo que a luz natural ilumine o rosto de frente ou de lado. À noite, use um abajur com lâmpada de luz amarelada ao lado da tela. Iluminação suave também tem efeito em você: ambientes muito claros e frios lembram escritório e deixam o corpo em alerta.

 

“Fico distraído com tudo à minha volta”

  • Causa provável: o canto da sessão é o mesmo da bagunça, das contas na mesa e da roupa para dobrar.
  • O que resolve: não precisa de cômodo inteiro. Um canto com poltrona, mesinha para um copo d’água e uma caixa de lenços já cria um “território” da sessão. Deixe o celular pessoal virado para baixo ou em outro cômodo, se a consulta estiver no computador. O artigo o ambiente da casa pode atrapalhar sua terapia online? aprofunda o efeito desses estímulos.

 

“Depois da sessão volto direto para a rotina e fico mal”

  • Causa provável: falta de transição. No consultório, o caminho de volta funciona como respiro. Em casa, você fecha o notebook e está na cozinha em dez segundos.
  • O que resolve: reserve 10 a 15 minutos depois da sessão sem compromisso. Um chá, um banho, uma volta no quarteirão, anotar o que ficou. Evite marcar a sessão colada numa reunião ou no horário de buscar as crianças.

 

Quitinete, sessão sem câmera e família inteira usando

 

Moro em quitinete. Dá para fazer terapia online?

Dá. Use o fone, coloque o ruído branco perto da porta de entrada e, se possível, faça a sessão quando o vizinho de parede costuma estar fora. Há quem faça do carro estacionado, sem problema.

 

Posso fazer a sessão por voz, sem câmera?

Depende do serviço e do combinado com o profissional. Muitas plataformas aceitam a consulta só por áudio, o que ajuda em dias de pouca privacidade visual. Pergunte antes da primeira sessão.

 

Toda a família pode usar o mesmo serviço?

Alguns serviços têm modalidades pensadas para a casa toda. Num plano familiar de saúde mental, porém, a organização da agenda vira questão prática: cada pessoa precisa do seu horário e do seu canto, e ninguém deve assistir à sessão do outro. Na Vital Fami, o plano para a família cobre até quatro pessoas e inclui uma consulta de psicologia por mês, enquanto a modalidade focada em saúde mental é individual e reúne psicólogo e psiquiatra.

 

Antes da próxima sessão, evite isto

O erro a cortar já é o de não testar nada antes. Faça um ensaio de cinco minutos no lugar escolhido, com o fone e a luz que vai usar, e ajuste o que incomodar. Isso vale para o atendimento psicológico pela internet e também para as consultas de psiquiatria online, que costumam ser mais curtas e exigem que você tenha à mão a lista de remédios e os exames recentes.

Quem busca um psicólogo online para acompanhamento emocional pela primeira vez tende a se preocupar mais com o cenário do que com a privacidade. Inverta a prioridade. Serviços como o de saúde mental Vital Fami cuidam da parte técnica; a parte da casa é sua. Na assinatura de saúde mental da Vital Fami, são quatro sessões de terapia por mês naquele mesmo canto, frequência que justifica o capricho. E se em algum momento a conversa trouxer risco à sua segurança, o Centro de Valorização da Vida atende 24 horas pelo 188. Mais sobre o cuidado médico dentro de casa está em atendimento remoto leva o cuidado médico para dentro de casa.

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